04 Agosto, 2011

Resistência Pacífica



Resistência Pacífica (ou Resistência não-violenta) segundo as primeiras linhas do site Wikipédia, é a prática de exercer uma força para atingir uma meta sócio-política através de um protesto simbólico, de não cooperação econômica ou política, desobediência civil e outros métodos, sem o uso da violência.

Esta prática implica na resistência por inércia ou de conformidade não-enérgica, como oposição por resistência devido a uma atividade antagônica. Como outras estratégias de mudança social, ações de não violência podem surgir de diversos modos e graus. Elas podem incluir, por exemplo, uma variedade de formas como a guerra de informações, protesto artístico, lobby, resistência à impostos, boicotes ou sanções, combate legal ou diplomático, sabotagem de materiais e equipamentos,etc.

Ao longo da história, várias demonstrações de resistência pacífica aconteceram. Contudo, fora a partir das demonstrações de Mahatma Gandhi (que fora um dos precursores e maiores defensores do uso da resistência pacífica), onde pregava o uso a desobediência civil em massa para atingir seus objetivos. Outros grandes líderes como Martin Luther King e Nelson Mandela se espelharam nele para fazer também suas revoluções.

Pois bem, voltando aos dias de hoje e ao motivo maior pelo qual venho escrever esse texto. A palhaçada que virou o caso “Gangue da Matriz” (rap criado pelo cantor gaúcho Tonho Crocco). A música critica de maneira sistêmica a votação dos deputados estaduais gaúchos que aumentaram seus salários do que era (algo em torno de R$ 11.000,00) para pásmen, R$20.000,00. Fora outras vantagens e melhorias que os parlamentares estaduais possuem.

O então presidente da assembléia estadual, o deputado Giovani Cherini, ingressou com uma Ação contra Crocco para que o Ministério Público avaliasse o caso, para que havendo alguma ilicitude, este tomasse providências. Pois bem, o MP encontrou ilicitude no fato e representou contra Crocco, sendo que no dia 22 de agosto está marcada a audiência de conciliação.



O assunto repercutiu por todo o país e muitas pessoas se mostraram solidárias a causa de Crocco, dando demonstrações e palavras de apoio, outros foram mais além. Hackers especializados invadiram o site da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e também do agora deputado federal Giovani Cherini, deixando-os fora do ar por um bom tempo.

Os hackers que possuem um conhecimento enorme, já mostraram anteriormente (retiraram sites do governo federal do ar) que fazem estas ações somente como forma de protesto e em apoio a causas sociais. Não fazem estes, como forma de obter informações ilícitas e roubarem dinheiro ou outros dos cofres públicos. Porém, a grande maioria dos parlamentares se mostrou contra esta prática. Acusaram os hackers de roubarem informações, crimes contra o domínio público, e outros.

Mas espera aí! Ultimamente quem oferece mais riscos à população. Os hackers em sua luta pacífica contra as injustiças ou os políticos que todos os dias somem com quantias cada vez mais volumosas do erário público? Acho que alguns papéis nessa novela estão invertidos. Voltando ao caso Crocco em si, o que ele fez, foi a simples demonstração de sua indignação com a politicagem brasileira. Crocco afirmou inclusive que irá lutar até o final dentro do processo para que seja inocentado. Pois no caso de fazer qualquer tipo de acordo ou se chegar a ser condenado, será aberto um precedente perigoso a favor da censura, o que deixará o país todo com receio de criticar os políticos injustos.

Sou completamente a favor das lutas pacíficas contras as injustiças e mazelas que assolam o mundo e o nosso país. Não podemos deixar que nos coloquem a venda nos olhos e nos deixem cegos. Não podemos ficar impotentes e boquiabertos perante aos problemas que continuam a cada dia prejudicar nossas vidas e deixá-las cada vez mais difícil. Pessoas unidas e com boa vontade, já derrubaram impérios, opressores, discriminações, e outros que tentaram fazer de sua vontade a vontade do povo. A democracia versa o contrário, o poder do povo e a sua vontade é cedida a alguns que governarão em seus nomes. Se esta verdade estiver conturbada ou maculada, algo tem que ser feito. E feito o mais urgente possível. Um ideal na cabeça, bandeira branca na mão e ombros cerrados na linha de frente, e como um dia falara Gandhi “Resistência pacífica, mas não passiva contra as injustiças.”

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