Já tinha publicado um texto aos mesmos moldes e em grande parte com o escopo parecido com este. No entanto achei por bem dar uma repaginada nele e postá-lo novamente por o tema estar em grande discussão ultimamente.
Sim. Eu tenho aversão, ódio, nojo, asco, desprezo, náusea e muitos outros etc por essa maldita produção televisiva, intitulada de Novela.
Ela geralmente não acrescenta absolutamente nada na vida das pessoas, exceto, os desfiles de moda (vulgas tendências), os malditos e abomináveis jargões que são orgulhosamente balbuciados por todas as criaturas capazes de falar, inclusive, pessoas irremediavelmente desocupadas. Basta um personagem qualquer, por mais ridículo que seja, vestir algum estilo de roupa para virar uma mania nacional. E infelizmente os imitadores em questão não se dão nem ao trabalho de dar uma conferida no espelho antes de sair de casa. Pelo menos, rende algumas gargalhadas para quem vê esses ultrajantes por aí.
Bem, de volta aos jargões, se tem outro ponto. Eles por si só, são expressões estúpidas utilizadas como tentativa de destaque para um personagem absolutamente bege, sem sal, sem açúcar e muitas vezes, sem talento, claro. O desastre em questão é potencializado quando o supracitado ocorre em outro idioma. A grande maioria de brasileiros muitíssimo mal falam a língua oficial do próprio país, quiçá, arriscar outro idioma. Ah! Sim, novela também é cultura.
E existe uma insistência em tentar retratar culturas alheias, mas, sem muito sucesso, devo acrescentar. Para os que sabem ler e compreendem tal leitura, é muito mais válido fazê-la. Ah! É mesmo, os brasileiros não gostam de ler. Brasileiro é visual. A única revista que vê é a Caras e seus derivados, ou para saber o que acontecerá na novela na outra semana. Livros mesmo, somente quando são best-sellers. Até para isso o modismo é muito bem vindo nessas terras tropicais.
As pessoas adotam as roupas, os cabelos, os costumes, a língua, os valores noveleiros. Pior que isso, elas ainda tornam as satânicas novelas, pautas para discussões em rodas de amigos, colegas, no trabalho, na faculdade, quem sabe até em rituais de exorcismo. Quem sabe até na cama. Isso sem falar dos valores inversos mostrados. Pois sempre existem mais pessoas invejosas, mesquinhas, inescrupulosas, avarentas e outros ascos de sentimentos humanos e que geralmente em boa parte da novela se sobressaem, os vulgos “maus”, em detrimento dos “bons”. Que ficam a novela inteira sofrendo as piores barbáries, para somente no final, terem o seu “Felizes para sempre”.
Alguns defendem algo como “as pessoas precisam se distrair de sua rotina estressante”. Então recorrem ansiosas aos ”Are baba” da vida. Emocionam-se, gesticulam, balbuciam felizes os infelizes jargões. E amanhã, como sempre, estarão a discutir sobre o episódio passado. Opiniões se dividem, opiniões em coro. Quem não assiste é o excluído, desatualizado, chato.
Filhos humilhando as mães e os pais, desrespeitando a sua autoridade e lhe tirando o respeito, pessoas e sociedades retratadas erroneamente, falsos bem-estares, falsas ideologias, pessoas falsas, coisas falsas, valores falsos. O que mais existe em uma novela é isso. Tentam fazer um retrato da sociedade, mas infelizmente utilizam muito Photoshop, e essa fotografia fica mais falsa que uma foto da Playboy.
Que a benevolência repouse sobre meus comentários, e que eu possa considerar um meio de entretenimento para essas criaturas. Contudo, não posso admitir que seja a única fonte de cultura atualmente. A novela com suas tramas medíocres, personagens estúpidos, trilhas sonoras melodramáticas e na maioria das vezes, repetitivas. E ainda os jargões (malditos) forçados e tornados “quase-provérbios”, que são sempre irritantes, indignantes e enjoativos.
Minhas sinceras desculpas aos apreciadores moderados do mundo noveleiro, e que sabem distinguir a novela do mundo real. Não é nada pessoal. Afinal sempre haverá uma luz no fim do túnel. Ainda que seja a efêmera chama de um fósforo a queimar.
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