
É incrível como por vezes, ao estar fazendo alguma coisa, acabo me distraindo com as músicas que estão soando no player do note. Volta e meia, me pego interrompendo o trabalho ou o que estava fazendo naquela hora e presto atenção nas músicas. Acompanho sua letra, penso no seu título, e quase sempre, me aparece uma inspiração ímpar para vir aqui escrever.
A música da vez fora “Calm Like a Bomb” (Rage Against the Machine). As músicas do Rage carregam em si uma grande carga de revolta e inconformismo. Inconformismo que se traduz na tirania, na soberba, no abandono e nas injustiças sociais que em geral assolam o mundo. Revolta, por que elas possuem uma carga extremamente forte em suas letras. No qual, se torna Impossível escutar Rage e não sentir vontade de sair á rua protestar e lutar contra os problemas que as letras tanto tratam. Algo lá dentro acontece. O sangue ferve, o coração acelera, a mente flutua.
Porém, não é exclusividade das letras do Rage esse inconformismo e essa revolta. Muitos de nós possuímos estes sentimentos guardados dentro de nossos conscientes, ou inconscientes em alguns casos. Claro, esse sentimento tem diferentes valores, diferentes tipos, é relativo de pessoa para pessoa. Algumas coisas incomodam certas pessoas, outras, contudo não. Atitudes ou a falta destas incomodam e revoltam tanto quanto.
Mesmo coisas certas e boas incomodam pessoas. Algumas pessoas não suportam ver as outras felizes. O ponto de vista e opinião, são exclusivos de cada ser humano, portanto encontrar uma verdade absoluta será impossível, mas até em certo ponto, que bom que isso existe. Imaginem o quão chato viver num mundo onde todos os pensamentos fossem iguais. Um lugar onde não haveria a dúvida, tudo possui a sua única e predita verdade.
A dúvida é o que move o mundo. A revolta e o inconformismo dão asas e poderes a estas dúvidas. Imaginem o mundo sem algumas de suas criações de maior impacto na humanidade ultimamente. Na certa por exemplo, se não fosse um certo inconformista e revoltado com a situação que existia a época, que de algumas dúvidas criou o computador, a quantos de vocês leitores conseguiria chegar hoje com esta idéia do texto. Uma pessoa, meia dúzia, um milhão, bem, não se sabe ao certo. O certo é que hoje graças a um inconformista, atinjo ao mundo inteiro com estas palavras. Se serão lidas por ele, aí é outra coisa. Mas, a minha idéia está aí, ao alcance de todos.
Devemos nos revoltar no nosso nível possível de revolta para não deixarmos as coisas erradas e que nos incomodam tomarem conta do mundo e de nossas vidas. Devemos nos questionar a todo o momento o que e o porquê das coisas. Coisas ruins e coisas boas, são ou não em certo ponto, apenas pontos de vista diferentes em si. Cabe a nós decidirmos qual lado escolheremos. Qual bandeira pegaremos na mão e sairemos a luta. Lute contra aquilo que lhe incomoda, mantenha-se sempre em questionamento. Faça o que puder para mudar as coisas que tanto lhe incomodam. Continue sempre adiante, prefira uma vida cheia de mudanças, desafios, alguns exageros, controvérsias e acontecimentos inesperados, a uma vida monótona e chata. Eu prefiro a primeira opção, por isso, vivo calmo como uma bomba.
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