21 Março, 2011

Relato de Um Viciado



Bom, meu inicio foi assim como o de vários outros. Desde pequeno conhecia, pois existiam parentes e vizinhos meus que consumiam. Mas, nunca havia experimentado. Até que um dia veio o primeiro contato usual. Tinha saído com alguns amigos meus em uma noite de sábado. Há algum tempo eles vinham me falando que estavam consumindo e o quão bom que aquilo era. A desconfiança pairava em minha cabeça, como aquilo poderia ser bom? E como aquilo viciava tanto as pessoas?

Bom, por conta da influência dos meus amigos e de algumas cervejas que havia bebido, acabei experimentando naquela noite. A sensação e o prazer que aquilo me causou fora extasiante. Minha mente se abriu para aquelas antigas perguntas. Tudo clareou em minha cabeça. Nossa, consumi demais aquela noite. Nem recordo a quantidade exata, mas fora muita.

A vida seguiu, fiquei a semana inteira pensando naquilo. No sábado recebi novo convite dos meus amigos. Eles iriam novamente á aquele lugar para consumirem mais. Dessa vez sabendo das reais sensações daquilo, consumi juntamente com as cervejas. A sensação fora mais extasiante ainda, inexplicável. Resultado; acabei viciando.

O tempo foi passando e eu fui consumindo cada vez. Primeiramente só ia a aquele lugar onde consumi nas primeiras vezes, pois diziam ser o melhor. Mas com o tempo descobri outros fornecedores, onde o produto era melhor, em maior quantidade e por um preço mais módico. Se antes eram somente aos sábados, percebi que existiam bons motivos para se consumir no domingos, quartas e quintas. As sextas também acabaram se tornando um excelente dia para consumir. No final das contas, não consumia somente nas segundas e terças. Percebi que o consumo aliado com outras coisas, me dava um prazer ainda maior. A sensação era a melhor possível.

Não havia mais como negar. Aquilo havia tomado conta de mim. E hoje em dia não consigo mais conviver sem. Claro, consegui utilizar quantidades menores, descobri e acabei experimentando outras coisas que tinham um efeito parecido em certo ponto, mas que, eram mais caras e causavam estragos maiores. Muitas pessoas não gostam de consumir. Acham que é uma coisa ruim, sem graça. Mas não sabem o que estão perdendo. Eu, já não mais me vejo como um não-consumidor. Isso realmente tomou conta de mim. Agora só me resta saber aonde isso irá me levar e até aonde conseguirei continuar com essa vida.

Sou um viciado e ponto. Não tenho vergonha disso, se não, eu não iria vir aqui me expor deste jeito. Só que por vezes me pego pensando o porquê de ter iniciado com isso. Por que em sã consciência eu fui experimentar aquilo aquela noite. A maldita hora que fui me viciar naqueles benditos AMENDOINS SALGADOS...

Roger Bertolo é um tricolor boêmio lajeadense, que teve seu primeiro contato usual com os amendoins salgados por influência de seus amigos depois de umas cervejas no Xiru Snooker Bar. Hoje em dia consome os mesmos com umas Bohemias long neck nos dias de jogos do Grêmio (quartas ou quintas-feiras e sábados ou domingos), e nas sextas-feiras e sábados mescla o consumo de tais com algumas fritas do Pimentas Bar ou um cachorro-quente do Tripida/Morte Lenta.

1 comentários:

  1. Adimito, ja fui viciado em amendoim japonês =/. Até que um belo dia quebrei um dente e ai eu parei. pronto... falei

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