22 Fevereiro, 2011

Quem São Estes Homens?



Existem certas casas nesta terra, diferentes de todas as outras. Onde homens vivem em comum, comem do mesmo alimento, dormem em leitos iguais, usam as mesmas roupas e compartilham do mesmo destino. De manhã, a um toque de clarim, se levantam para obedecer. A noite, por outro toque, se deitam obedecendo. Parece que da liberdade, em certas partes renunciam, pois todos os anos essas casas se renovam por homens que chegam por sua própria vontade ou não, mas que indiferentes a isso, desempenham sua tão nobre função.

Por muitas, seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados se postos em uso, serão numerosos, mas facilmente compreendidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de as celebrarem desde os primórdios da humanidade. Quando eles passam juntos, algo surpreendente acontece, com sua batida ritmada estridente, fazem até os corações mais cansados sentir o estremecer de alguma coisa dentro de si.

Muitos corações mesquinhos lançam-lhes no rosto o pão que comem; como se os cobres que recebem por seus serviços, pudessem pagar a liberdade e a vida que deixam pra trás. Publicistas de visão curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a própria vida que colocam a prova. Muitos questionam a sua real importância, proferindo-lhes as piores barbáries, contudo, lembrando de recorrer a estes quando necessitam. Porém, uma parcela maior do que estes meros mesquinhos, reconhecem a sua importância perante uma sociedade livre e democrática.

Eles, porém, calados, continuam sua nobre missão de guardar a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões mais exacerbadas. Se a força das coisas os impedem agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Estes homens, a tempos conhecidos como militares, ou por sua definição funcional, o homem da guerra, é no fundo um nobre. E este quando se põe em marcha, leva à sua esquerda a coragem, e a direita, a honra de seu país.

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