25 Fevereiro, 2011

Nem Tudo que Reluz é Ouro



Fora cantado nos anos 70 pelo Led Zeppelin em Stairway to Heaven “There's a lady who's sure all that glitters is gold” (Há uma senhora que acredita que tudo o que brilha é ouro), como se isso fosse um presságio do que viria futuramente. O mundo hoje em dia em sua grande maioria tem se tornado assim. Pessoas só preocupam-se com dinheiro, e mais dinheiro. O brilho de uns cobres lhes fazem acreditar que qualquer coisa vale a pena. Qualquer oportunidade de ganhar um dinheiro a mais já lhes deixam loucas. Não quer ter e ganhar dinheiro seja ruim. Pelo contrário, ter uma boa quantia se faz necessário e muito, para que consigamos sobreviver, termos uma vida boa e tranqüila.

Contudo, há aquelas pessoas que para conseguirem algum dinheiro a mais, não se esmeram em seus empregos, buscando aperfeiçoamento pessoal e o crescimento profissional. Preferem buscar meios ilícitos, maneiras “fáceis”, exposições desnecessárias e humilhantes e até mesmo ir contra seus princípios.

Hoje em dia, por exemplo, entrar no meio político não é mais uma aspiração ideológica, algo que lhe vem de dentro, aquele sentimento da vontade de poder expressar-se e tentar mudar o que está aí. Entra-se na política como forma de enriquecimento rápida. Não que todos os políticos que estejam aí sejam verdadeiros ladrões do erário público. Mas em suma, a grande maioria é, e só está nessa vida por uns trocados fácies a mais. Sai governo, entra governo, mudam-se os partidos na hegemonia governamental, mas o que realmente acontece é somente uma troca de ladrões, troca-se seis por meia dúzia. Troca de favores, fraudes em licitações e em obras, utilização da máquina pública em benefício próprio, desvios de orçamentos, nomeação de parentes e “laranjas” para cargos de confiança, encabeçam a lista das principais atrocidades cometidas por nossos governantes.

Outra coisa que está se buscando muito hoje em dia para conseguir-se um dinheiro fácil são aqueles programas e quadros “Fulano reforma minha casa”, “Beltrano arruma meu carro”. No caso desses programas de assistencialismo, não culpo exclusivamente as pessoas, por que na sua grande e esmagadora maioria são pessoas simples e humildes, que dificilmente um dia na vida por mais que batalhassem, conseguiriam dar uma arrumadinha na casa e no carro. A única crítica que faço a essas, é relativa ao “deixar” expor sua imagem. Pois a televisão (emissora) utiliza-se do sofrimento alheio dessas pobres pessoas para garantirem sua audiência, fazendo uma exploração de maneira um tanto quanto asquerosa e repulsiva.

Outra exploração midiática que beira e muito ao ridículo, são os reality shows. Primeiramente culpo as emissoras, por criarem estas bestas, estas coisas escrotas que povoam as grades de programação das mesmas. Essas aberrações nada contribuem para o enriquecimento cultural do povo que o assiste, pelo contrário, deixa-o alienado e mesquinho, pois se comenta mais sobre o casal de fulaninhos lá que deram uma “bimbada” na piscina da casa do Big Brother, do beltraninho que foi eliminado no último paredão. Não preocupam-se com coisas que realmente importam, como a situação ridícula que se encontra a política no Brasil, a enorme taxa de juros que pagamos em tudo que compramos/temos e etc.

Já os participantes destes reality shows são um caso a parte. Primeiro de tudo cito a exposição ridícula e desnecessária pela qual passam, mostrando na intimidade de seus rins tudo sobre suas vidas. Segundo, que se tornam meros marionetes controlados pelas edições de imagens da emissora responsável pelo reality. Estes animais domesticados, vão contra seus princípios, fazem coisas bizarras e escrotas tudo em prol de garantirem uma grana fácil e rápida.

Acho que o que está faltando ultimamente é um pouco de bom senso, um pouco de atitude e principalmente muita, mas muita vergonha na cara. Principalmente para admitir-se que estas mazelas de nossa sociedade não vão acabar ou mudar, e que elas devem ser combatidas e erradicas de nosso convívio, por que do contrário, a tendência é que cada vez fique pior.

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